Aeroporto de Lisboa às 6h45. Telefonema recebido: há quem esteja um pouco atrasado… Na verdade, há quem tenha acordado mesmo nesse momento.
Fila interminável para check-in.
O atraso fez com que o check-in tivesse de voltar a ser aberto para alguém conseguir ir no mesmo voo para Milão. Lá se resolveu, sem grandes stresses…
Vôo sem grandes aventuras a não ser barulheira interminável da ala feminina que estava na parte de trás do avião…
Chegada a Milão pelas 13h.
Na Europcar chegamos à “conclusão” que em Itália tudo é diferente: quando fomos levantar o nosso carro lá nos esperava um estrondoso Fiat Panda azul! Vamos reclamar porque tínhamos reservado um carro Classe B. Se o Panda é classe B, o que seria classe A!? Resposta: na Itália não há classe A!!
Lá vamos no nosso Panda sem acreditar muito nessa história e convencidos que na 2ª feira iríamos resolver esta questão com facilidade.
Aventura seguinte: GPS. Depois de instalado lá pomos a morada do hotel.
Chegamos ao destino passado uns 20 minutos. Olhamos à volta e nada de hotel nem nada parecido. Estamos numa terreola, a uns 20 kms de Milão, cuja rua tem o mesmo nome da rua do hotel.
Vamos ter de conseguir descobrir qual das quatro ou cinco ruas com o mesmo nome em Milão e arredores será a do nosso hotel! Quanto a referências da localização do hotel? Nenhumas!
O
nosso GPS insiste em mandarmos para todo o lado menos para a
auto-estrada e andamos a deambular por pequenas vilas nos arredores
de Milão. Pelo caminho, percebemos que a mais velha
profissão do mundo também tem espaço pelos
campos e beiras da estrada dos arredores de Milão!
Lá conseguimos entrar na auto-estrada. Passado mais uns 10
minutos, passamos por um bairro meio alternativo (fez-me lembrar os
Olivais ou Olaias) e chegamos novamente ao destino indicado pelo
GPS. Agora estávamos em Milano 3, tinha ar de se tratar de
uma cidade recentemente desenhada para os endinheirados de
Milão. Mas ainda não era desta…
À terceira tentativa lá conseguimos chegar ao famigerado hotel. Hotel novo, até talvez demasiado novo! Eram umas 4 da tarde e nós cheios de vontade de nos estrearmos na cozinha italiana. Depois de deixarmos as malas, partimos à descoberta dos arredores do hotel e de encontrarmos local para um almoço tardio. Tudo fechado! A única coisa aberta é um café de comida turca ou algo assim parecido!
Voltamos à base e decidimos experimentar o bar do hotel. Fechado!! A coisa começa bem!
O estômago já ronca e lá voltamos à descoberta de Milão. À espera do autocarro, passa um táxi e encaminhamo-nos para o Duomo da cidade. O taxista é o típico como em qualquer cidade do mundo, daqueles cheios de truques!
Depois de darmos meia volta à cidade para fazermos uns 2 kms e de pela conversa ele falar bem do Figo, das ragazzas de Milão, de dizer para não irmos a Génova e de recomendar uns bares alternativos finalmente chegámos à praça principal de Milão, a Piazza del Duomo e seguimos pela Galleria Vittorio Emanuelle II. Tudo o que é restaurante, está fechado!

